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Depois de mais de um ano longe das trilhas (e indo pra 2 anos efetivamente sem jipe) :o( hoje compareci, junto com 25 jipes (ops, será que contei errado?
Sabe como é, né? Acorda ás 7:45hs, rosto ainda por lavar, á 46km, uma Marginal Tietê e uma Rodovia distante do local combinado, com a viatura 4x2 - ainda bem que era turbinada e com isso o atraso em relação ao horário combinado foi SÓ de 8 minutos... - ainda por abastecer e a namorada ainda por levar de volta pra casa...com tudo isso na cabeça, ás vezes a gente erra qualquer conta!!!) á tal TDI, vulgo "Trilha dos NICIANTES" (onde, diga-se de passagem, não tinha iniciante algum....), que saiu do Shopping Tamboré, em Santana do Parnaíba - terra dos bandeirantes e por um simples ocaso da história, por pouco não tomou o destino de grande capital da nossa querida São Paulo - e tomou rumo para a trilha "Roberta Close", que parecia que tinha saído de um vídeo dos "Sertões", tamanho o pó em que a citada se encontrava.

PX na canaleta 4x4 = 16, todos alinhados, e na saída do Shopping me chega o Palhinha com seu J louco para uma "fervidinha" :o). Era mais um pra alinhar ao comboio, em que todos se viram felizes pois ao menos naquela encarnação veriam o J presente em alguma trilha... ;o)
Mas...trilha? Que trilha? A RC estava mais pra curso DPaschoal no inverno do que necessariamente uma trilha. Entra em cena nosso amigo Stephan Spremberg comandando a boiad, digo, jipaiada, e mantendo a pose de líder mesmo quando este que vos escreve resolve que a entrada da RC é por outro lugar que não a direção em que o Stephan ia. Tsc, tsc! Zeca folgado e encostado um ano longe das trilhas e pensa que ainda sabe de alguma coisa...

Depois da pagação inicial, finalmente chegamos a nova (ao menos para mim) entrada da RC, atrás dos nababescos condomínios de Alphaville, num caminho que mostra que as máquinas vorazes por derrubar árvores e plantar casas estavam ali, pouco a pouco, chegando perto de mais uma trilha, tudo em nome do progresso, como dizem. Pó inicial, entradinha bacana parecendo um mini-tobogã, e lá foram as trocentas viaturas, sempre ao comando do nosso amigo de Pindamonhangaba que parecia ser vizinho da trilha, tamanha a segurança em afirmar, mesmo quando outros 25 desacreditavam, que ali seria a entrada correta. E realmente era. Pra quem conhece de velho a RC digo que a entrada original, aquela em que rolava uma lavagem ás avessas do jipe, pra deixá-lo com cara de trilha, já não pode por nós ser usufruída: cercaram a entrada de erosões seguida da descida á la sabão que tanto divertia em dias de chuva de outrora. Mas o caminho á qual estávamos seguindo chegou na tal bifurcação (ou seria melhor chamar de "Rosa dos Ventos"??) em que nego novato se perde bonito, para de lá seguirmos em direção á verdadeira entrada da RC, aquela em que já começam as dificuldades.

Dificuldades? Só vi uma: ver o jipe da frente, tamanha a poeira do local. Trinta minutos depois, estávamos no mirante da RC, naquele topo em que couberam exatamente os 26 jipes da turma. Fotos básicas, da turma e das viaturas, primeiras piadinhas no PX (suponho eu, pois fui de zeca numa viatura sem PX - o "novo" vitara antigo do Rodrigo Portugal, devidamente paramentado com os acessórios da boutique RC, mas com imperdoáveis pneus biscoito acabados de sair do shopping (ih, já vi que da próxima terei que escolher outra viatura pra ir de zeca...hehehe). Pelas risadas do ALL já dava pra ver que no "chat de pobre" a coisa tava engraçada, mesmo com a triste expectativa de barro zero.
Primeira descida técnica sem surpresas, com o narrador descendo da
viatura e cumprindo seu papel de zeca (ou "transeunte de trilha", como diz nosso amigo Possato, que aliás afrouxou a tanga, com o veremos mais adiante...), seguida de um interminável anda-e-pára, com direito a umtrechinho de dupla escolha no meio desse lenga-lenga, em que somente alguns se aventuraram na "erosão do Proença", onde o referido graciosamente tombou o Samucão tempos atrás. Seguimos nessa paradeira até onde achávamos que teria alguma emoção e, quando fui lá ver algo divertido, brochei: quase todos já haviam passado sem stress. Até tentei me divertir sentando no chão em um dos acaminhos para forçar os amigos á passarem pelo outro, pra ver se alguém dava a graça de atolar, mas nem isso... e assim, dez minutos depois, todos já estavam depois dos três pressupostos atoleiros e das 2 subidas com erosão, logo antes da última e temível (ao menos no passado, quando ainda chovia) descida de forte inclinação e de um nível acima nas dificuldades. Como eu estava á pé mesmo, acabei ficando por ali e orientando o pessoal, escolhendo de acordo com o que eu conhecia de cada um por onde passar. Nesse ponto, vale salientar a mijada pra trás do Mák em passar pelo aborto, segundo o mesmo "pra poupar o carro"...e quando a gente vê que o dono trata o jipe de carro é que começa a ver quem é quem!!! ;o))
Nesse ponto a única emoção foi de um CJ que se descuidou de "frear sem deixar arrastar" e terminou por descer mei ode lado, quaaaaaaase tombando e assustando geral.
Fim da RC, reunião mineira de 8 segundos pra decidir o que fazer. Enquanto isso, 4 samurais passam por nós, com adesivos da X4 e da Suzucar, e pensamos: "Que belo lugar pra ter um desmanche de
Samurais!!" (brincadeirinha, não troco o Velotroll nem por um Hummer!... Mas por um Hummer com o IPVA pago a gente pode conversar!!).
Decisão tomada: o grupo de 26 agora seguia com 16 para a Trilha das Águas. Era meio-dia, meio-dia ainda pra aproveitar, e pra lá fomos, sempre tendo como guia o Stephan e seu CJ "Goofy" violento pra K7, com motor de Silverado, bloqueio e tudo o mais.

Entramos na trilha, sem novidade alguma, mas algumas poças no caminho
já nos davam a certeza de que ali seria beeem mais divertido. Quem resolveu começar a nos presentear com a brincadeira foi a Família Pieroni (aliás, Henrique, definitivamente, DEIXE A HELENA DIRIGIR!!!) :o)) , que atolou a Camper num lugar improvável, fazendo a primeira vítima leve da trilha - o escapamento se soltou, mas eu acabei o prendendo com nó de cadarço, após fazer o Henrique soltar todo o escapamento nutilmente ...hehehe. Puxadinha rápida do Goofy e lá fomos nós até o lugar mais divertido do dia: uma sequência de atoleiros em que ao vermos os 4 samurais que outrora haviam nos passado enroscados lá, juntos. Foi a hora do Stephan dar show com seu CJ, puxando um a um três dos quatro samurais. Um deles foi mais inteligente e deu ré, passando sozinho depois á la Waltão, fazendo bonito, como era de se esperar de um Samurai. outro deles foi o do cara da Suzucar, que ao passar por um degrau, bateu o tanque, alterando o pescador e atrapalhando o tráfego. Como era um jipe de
brinquedo, juntamos e na mão mesmo tiramos ele da frente.
Após 1 hora vendo a panacéia dos brações de samurai, nova reunião: de
16 apenas 6 seguiram caminho: Stephan, Simon, Rodrigo Portugal, Eduardo com o ex-jipe do Grilo, Rodrigo Dias, Guto "Tropeço" e um CJ com o amigo á qual não lembro o nome agora (desculpe-me!). Foi aí que o Stephan ouviu a frase que mudaria sua vida dali pra frente:
"STEPHAN, COMPRA UM SAMURAI!!!!!!" :O))
O CJ dele, que meia hora antes passava feito quiabo pelo rebosteiro,resolveu empacar no finzinho do atoleiro. Nota do editor: "Simon, não precisava pronunciar tal impropério!!! Sabe lá quanto que o amigo Stephan agora vai gastar em analista e terapias anti-depressivas?!" Este zeca que vos escreve cumpriu os trabalhos de ancoragem do CJ do Stephan no "Deep Blue", não sem antes tomar um banho de lama de uma
aceleradinha voraz e inútil, daquelas de quem desesperadamente tenta
sair não do enrosco, mas da "Gafe do 'Goofy'" :o)). Uma puxadinha do
Rodrigo Dias e lá seguimos, por um final de trilha de menos de dez minutos, com mais dois atoleiros secos e uma ponte não muito confiável, que entortava os troncos á cada jipe que passava.

Final de trilha, para nossa surpresa, a redenção: Mák, o primeiro á
querer ir embora (para uma "vernissage", segundo o próprio - provavelmente com o "Leãozinho Zona-Sul"), chama no PX, dizendo que mudou de idéia e seguiu atrás de nós, com a Família Pieroni á tiracolo.
De lá, pegamos a Anhanguera sentido SP, depois o Rodoanel sentido
Castello Branco, e voltamos ao Shopping Tamboré, para o costumeiro "Gran Finale", entrando nas instalações comerciais á caráter, com lama dos pés á cabeça (eu mais, pois zeca sooooofre!!!).
Um belo almoço num kilão ás 5 da tarde e assim se encerrou (quer dizer, meu 4x2 resolveu aprontar comigo disparando o alarme anti-roubo por 20 minutos...mas tb. dei o troco: entrei cheio de barro pra dentro dele e o fiz me levar pra casa pra ver quem é que manda!!!) um belo 07 de Setembro no melhor estilo: com os 4x4 e a sempre fundamental camaradagem e alegria dos amigos da jipenet!!!
Fotos: Debora Manzano e Fábio Rosa
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