|
Página 1 de 2
Saímos de São Paulo por volta das 9h com destino ao litoral norte, mas sem saber muito bem para onde ir. A bordo de um Uno 1.0, e equipados com um fogãozinho, muita comida pronta e, é claro, equipamento fotográfico, fomos em direção à praia.
Descemos pela Anchieta e já pegamos um pouco de chuva. Mas não nos deixamos abater. Ao chegar no litoral, o tempo abriu e um sol tímido apareceu entre as nuvens. Seguimos pela Rio-Santos, sem fazer muitas paradas. Passamos por Cubatão, Bertioga, Barra do Una e muitas outras praias, até resolvermos parar em Camburi para tomar um lanche.
Enquanto comíamos um hot dog na areia da bela praia de Camburi, começou a chover. O tempo fechou tirando um pouco nossas esperanças. Seguimos até Maresias e paramos na casa da minha tia. No final da tarde a chuva parou e decidimos andar pela praia. Como já estava quase de noite, resolvemos passar a noite lá mesmo.

No dia seguinte, levantamos bem cedo e continuamos a percorrer a Rio-Santos. O sol decidiu dar o ar de sua graça (para nossa sorte). Paramos em Toque Toque Grande, uma pequena praia (contradizendo o nome), cercada de montanhas. Apenas eu e a Milena tivemos coragem de entrar no mar (nesta hora, o sol já tinha sido encoberto), mas não nos arrependemos. O mar é maravilhoso e a água estava uma delícia.
Devidamente molhados, continuamos nossa viagem até Toque Toque Pequeno, que, curiosamente, é uma praia maior que Toque Toque Grande, mas também cercada de belas montanhas. Nesta praia havia alguns barcos, uma rede de pesca estendida na areia e uma construção de madeira, que davam um clima diferente ao lugar.

Nossa próxima parada foi o mirante de Guaecá, de onde se vê de um lado a praia de Guaecá e do outro a praia de Baraqueçaba. É uma vista que vale a pena! Tivemos que subir o mirante a pé (a caminhada é curta e muito fácil), mas os jipeiros podem ir com os seus 4x4. Inclusive, quase fui atropelado por um em cima do mirante. Mas sobrevivi.
Seguimos pela estrada, parando apenas para almoçar (em um Mc Donald´s... que vergonha!) e para tomar um lanche na areia da Praia Grande de Ubatuba (que é badalada, mas não tão bonita). No final da tarde, chegamos em Itamambuca, praia escolhida como base de nossa viagem. Após procurar bastante, e nos depararmos com preços absurdos, nos instalamos no camping do Tio Gato, um lugar simples mas eficiente. Aliás, nos instalamos com muita dificuldade, pois, como éramos marinheiros de primeira viagem, levamos um baile das barracas. No final, vencemos e, como prêmio, fomos visitar a praia.

Para chegar à praia em Itamambuca é preciso atravessar um rio. A maioria dos campings oferece um barquinho, com cordas amarradas nas duas margens. Você tem que puxar a corda para o barco andar até o outro lado. Dica: olhe bem quando você for puxar a corda. Em uma das travessias, uma abelha pousou na corda e eu não vi. Na hora que eu peguei a corda, levei uma bela de uma ferroada. Eu sobrevivi, mas a abelha não.
Tomamos um banho quente, fizemos nosso jantar (macarrão pronto, daqueles que é só misturar com água e deixar cozinhar por uns minutos) e deitamos para olhar o céu. É incrível como o céu do litoral é mais bonito que o céu poluído de São Paulo. Aos poucos, as nuvens foram saindo e apareceram muitas estrelas.
No dia seguinte, acordamos bem cedo e pegamos a estrada na direção do Rio de Janeiro. Após poucos quilômetros, paramos na praia do Prumirim. A entrada da praia é através de um condomínio (os carros ficam estacionados dentro do condomínio, de onde sai o caminho para a praia). Por isso, a entrada de visitantes é limitada (quando o condomínio enche de carros, eles fecham a entrada). Quando chegamos, a praia estava completamente deserta ( havia apenas nós e um cachorro bem simpático!).

Prumirim é uma pequena e belíssima praia, de águas calmas, que dá de frente a uma ilha de mesmo nome. É uma pena que o tempo estava encoberto, pois as fotos ficariam bem mais bonitas.
Ficamos um pouco na praia e, depois, fomos andar nas pedras. Não tirei nenhuma foto pois estava chovendo neste momento. Quando voltamos das pedras a praia já estava mais cheia (mas nem tanto). O sol saiu forte e aproveitamos bastante. Almoçamos um pastel e, por volta das 14h, fomos embora.

Paramos na praia do Felix (isso mesmo – que nem o gato do desenho!). Quando chegamos estava chovendo, mas depois parou. Nesta praia, as ondas são um pouco mais fortes, mas em um dos cantos, as pedras e a montanha criam uma espécie de lagoa, praticamente sem ondas, com uma vista maravilhosa (de pedras e árvores).
Ficamos absolutamente encantados com esse lugar, e ficamos por um bom tempo lá. Fomos embora pouco antes de escurecer.

O dia seguinte foi chuvoso, com o tempo completamente fechado. Ficamos na barraca quase o dia todo, conversando, ouvindo música e jogando baralho. Aproveitamos para dormir cedo.
No outro dia, acordamos e já arrumamos as coisas para ir embora. Depois de tudo arrumado, fomos aproveitar o último dia de praia, na própria praia de Itamambuca. O sol foi bondoso conosco, e apareceu forte. A praia ficou lotada. Itamambuca é uma praia grande, com ondas fortes (praia de surfistas). O rio, que se atravessa para chegar à praia, desemboca em um dos cantos, que, cercado de montanhas e com algumas pedras, deixa o lugar belíssimo.

Passamos toda a manhã na praia, com direito a côco verde, açaí na tigela e tudo o mais. No meio do dia começou a garoar um pouco. Nos despedimos da praia, voltamos para o camping e nos arrumamos para ir embora.
Assim acabou nossa aventura pelo litoral norte de São Paulo. Voltamos para o centro de Ubatuba e pegamos a estrada de Taubaté para nos encontrar com uns amigos em Cachoeira Paulista (cidadezinha perto de Aparecida do Norte). Choveu muito e quase o Uno não sobe a serra (para quem não conhece – e eu não conhecia – a estrada de Taubaté é "surreal". Parece a montanha russa do Playcenter, ainda mais em um dia chuvoso. Diz a lenda que, em algumas curvas, os ônibus tem que fazer manobras – o que eu não duvido).
Quem mora em São Paulo tem o dever de conhecer o litoral norte do estado. Por falta de tempo e dinheiro, não fizemos tudo o que gostaríamos, pois existem muito mais lugares belíssimos para serem visitados nesta faixa tão privilegiada entre o Rio e São Paulo.
|