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Uma aventura pelo centro geográfico da Bahia PDF Imprimir E-mail
Aventuras - Expedições
Escrito por Debora M. Molizane   
Qua, 03 de Agosto de 2005 00:00

Fotos: Debora M. Molizane

Uma aventura pela Chapada Diamantina na Bahia a bordo de um Vitarinha...

 

01º dia – 03/07/2005 - Domingo
Saímos de São Paulo às 5h30min da madrugada. O destino do dia era Governador Valadares em Minas Gerais, 920 km distante de casa. Fomos pela Fernão Dias até Belo Horizonte. De lá seguimos para João Monlevade, Ipatinga e depois Governador Valadares. A Fernão Dias ainda continua com alguns trechos de pista simples, e outros de duplicação, mas o desvio que passava dentro do posto de gasolina não existe mais. Bom! Tinha que existir algum progresso, não é? A viagem foi tranqüila. Chegamos em Governador Valadares por volta das 19h. Encontramos um hotel legal atrás da Prefeitura, o único problema desse hotel era aprender a ligar a tv e o chuveiro. Explico: Para ligar a tv era necessário que fosse ligado um interruptor, o botão da tv e depois no controle tentar ligar. Se em um desses botões não estivesse ligado, era o suficiente para que não funcionasse. Depois de várias tentativas e com o cansaço em estágio avançado, liguei para a recepção. Prontamente o atendente veio fez duas tentativas e ligou a tv. Bom!! Agora o banho! Que nada. Outro interruptor, e liga o chuveiro, muda de quente para frio e nada, nada e mais nada. Liga de novo pra recepção. O atendente vem no quarto de novo, e nem ele consegue. Lá vamos nós para um outro quarto. Não preciso contar que antes do atendente sair ele ligou a tv e o chuveiro para nós, não é?

02º dia – 04/07/2005 - Segunda

Levantamos cedo, tomamos um café. No momento que fui buscar as malas resolvi olhar pela janela para ver como era a vista. Foi inacreditável. O sol estava nascendo bem de frente com a janela do nosso quarto. Do nosso lado direito uma montanha recebia os primeiros raios da manhã iluminando a neblina que em algumas partes o encobria, tingindo tudo com uma luz dourada maravilhosa. Era, o que podemos chamar de, a energia do dia. Saímos de Governador Valadares, e pra variar erramos o caminho. Começamos a nos distanciar da BR. Paramos para pedir informações muitas vezes. Na última tentativa, um homem muito bom, disse: “Tófilotone!? Sou de lá! Segue por ali, ó!”. Pronto! Estávamos no caminho certo. Nosso destino para o Dia era chegar em Ibicoara-BA ou Ituaçu-BA.
Passamos por Teófilo Otoni - MG, Mucuri-MG, Itaobim-MG, Divisa Alegre –MG, Cândido Sales – BA e Vitória da Conquista – BA, a partir daí seguimos para Anagé e Bruamado – BA, onde pernoitamos. Todos os dias íamos dormir super cedo. Em média deitávamos às 8h30min, por mais que tentássemos, era inevitável, acabávamos pegando no sono.

03º dia – 05/07/2005 - Terça

De Brumado – BA seguimos para Ituaçu e depois fomos para Ibicoara – BA. Claro que paramos para ver a Gruta da Mangabeira, visitar o Neto, um guia da gruta com quem fiz amizade, e claro levar meus pais para experimentar a sensação de caminhar dentro de uma gruta pela primeira vez. Ao entrar no centro de visitantes, vi uma mesa com muitas fotos da caverna, e não é que ele colocou algumas fotos que tirei expostas em cima da mesa? Putz! Que alegria poder ajudar e ver que a ajuda foi bem vinda. Antes de iniciar o passeio, combinamos um morador local que ele iria nos buscar na saída, que do outro lado do morro. Começamos nosso passeio. Conhecemos a igreja que tem na entrada da gruta. Percebi algumas modificações no visual da igreja, e nas arquibancadas para a grande quantidade de romeiros que vão visitá-la. Atravessamos os primeiros 850 metros numa boa. Mas de repente minha mãe começa a passar mal, a glicemia dela baixou demais, então eu o guia voltamos para a entrada pegamos um doce e levamos para ela. O resto da caminhada, que era de 2,6 km foi super tranqüilo. Saímos do outro lado com a sensação de estarmos com a alma lavada. Lá mesmo por perto do centro de visitantes almoçamos para depois seguir viagem.
Alguns quilômetros a frente da cidade de Ituaçu, logo após uma curva, nos deparamos com os paredões da Serra do Sincorá. Um espetáculo! Nossa quanta saudade sentia daquela paisagem. Logo chegamos em Ibicoara.

04º dia – 06/07/2005 - Quarta

O destino do dia era a Cachoeira do Buracão. Marcamos com o guia no centro de visitantes as 9h. Passamos pela praça e logo seguimos viagem. Agora com o carro vazio, até cabia o guia. São 40 km de estrada de chão até o estacionamento. Depois do estacionamento são mais 2 km até chegar na cachoeira. O sol estava quente e nos castigava muito, e com isso minha mãe passou mal novamente, só que dessa vez a pressão dela caiu. Ela ficou grogue e resolvemos deixá-la descasando em uma sombra perto rio, e eu e o guia seguimos para a cachoeira. Consegui deitar minha barriga na pedra e ver o poço onde a cachoeira cai. Mais algumas centenas de metros a frente, descendo a encosta, chegamos em um local onde poderia nadar contra a correnteza até chegar no poço da cachoeira. É uma sensação maravilhosa, você chegar um pouco mais perto da queda, e melhor ainda voltar com o corpo solto levado pela correnteza. Voltamos para a cidade com a luz do por do sol.

05º dia – 07/07/2005 - Quinta

Saímos de Ibicoara – BA cedo, o destino do dia era Mucugê – BA, Igatu – BA e pernoitarmos em Andaraí – BA.
Chegamos em Mucugê e as nuvens ainda encobriam o sol. Visitamos o Cemitério Santa Isabel, que foi construído em cima das rochas em estilo bizantino. Conhecemos a cidade, e depois seguimos para Igatu. No caminho, paramos no Projeto Sempre Viva, que é um parque estadual localizado ao lado da área do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Lá visitamos a Cachoeira da Piabinha e depois a Cachoeira do Tiburtino. É dentro desse parque estadual que estão as Sempre Vivas que são ameaçadas de extinção. Na volta da caminha da Cachoeira do Tiburtino, novamente minha mãe passou mal, a pressão despencou novamente e junto com ela a glicemia. Algum tempo, uma jaca-passa e uma garrafa de água depois ela já estava bem novamente. Do Projeto Sempre Viva, fomos para Igatu almoçar e conhecer a tão famosa cidade fantasma. Saímos de lá bem mais pesados, o almoço estava ótimo. Mas logo pegamos a estrada e fomos para Andaraí. Lá chegando, parei na Pousada Sincorá, da Ana, quem eu também fiz amizade. Da outra vez que estive hospedada na pousada, esquecemos a tampa do tanque do samurai, depois de 15 dias voltei lá e não é que estava no mesmo lugar? Jantamos uma boa pizza, com o mais novo amigo, o Waldormiro, e claro, depois disso o que nos restou foi cair na cama.

6º Dia – 08/07/2005 - Sexta
Aniversário do meu pai!! Nosso destino do dia era conhecer o Poço Encantado. Logo cedo fui até uma lan-house baixar as fotos da câmera digital, mandar alguns e-mails para os amigos dizendo que continuava viva. Mas como a internet é via satélite, tudo é muito lento, as fotos ficaram para depois. Demorou um pouco para chegarmos ao Poço Encantado, porque a estrada está muito ruim, toda esburacada, o que há três anos atrás não estava.
Chegamos no Poço Encantado bem na hora! O dia estava parcialmente nublado, algo que impede o raio do sol entrar dentro do poço. Mas foi entrarmos na caverna que o sol se abriu, um pouco tímido a principio, e depois com força total iluminando o fundo, tornando a água mais azul.
Descobrimos que dentro do Poço Azul, alguns pesquisadores estavam retirando a ossada de uma preguiça gigante, e por isso estava fechado. Então decidimos ir para Gruta da Lapa do Bode. De lá seguimos para Lençóis – BA. Entramos na cidade e fomos procurar uma pousada, paramos na primeira e estava lotada, conversando com a senhora que nos atendeu ela disse que a cidade estava muito cheia e era quase impossível que encontrássemos algum lugar para pernoitar. Decidimos procurar em mais uma, se realmente a cidade estivesse lotada iríamos seguir para Iraquara – BA. Paramos na segunda pousada, e não é que tem vaga? Até pudemos escolher o quarto. A moça da recepção disse que a cidade estava movimentada, mas não era da forma como a outra senhora descreveu. Detalhe que as duas pousadas ficavam no mesmo quarteirão. Acomodados, saímos para dar uma volta na cidade. Jantamos num restaurante de comida típica nordestina. Saímos de lá muito mais gordos do que quando entramos, não sei porque!

7º dia – 09/07/022005 - Sábado

De Lençóis – BA fomos para o Poço do Diabo. Mas como a água estava muito fria, nem deu aproveitar muito. Logo fomos para o orquidário de tem no pé do Morro do Pai Inácio. Nossa que lugar mais bem cuidado, com muitas variedades de flores, não só orquídeas, como também bromélias, plantas carnívoras, arvores frutíferas e tantas outras espécies de plantas. Nossa visita ao orquidário terminou por volta das 14h. E já estávamos embaixo do Morro do Pai Inácio, Até o horário do pôr do sol ainda teríamos duas horas e meia de espera. Então decidimos continuar seguindo para Iraquara – BA e visitar a Gruta da Lapa Doce. As melhorias me surpreenderam. Agora pra chegar até a Gruta da Lapa Doce, você desce por uma escada, o que facilita muito as coisas. A caminha dentro da gruta é tranqüila, o momento que fazemos uma pausa para meditação foi uma sensação muito boa para os meus pais, que até ali não tinham visto uma escuridão de verdade, e nem um silêncio tão grande que dá até pra ouvir o próprio batimento cardíaco. Sair da gruta já não foi tão fácil como entrar. As escadas da saída parecem invencíveis. Depois de muitas paradas para descansar alcançamos o estacionamento. A partir dali seguimos mais alguns quilômetros até a cidade de Iraquara – BA, paramos numa pousadinha legal, fizemos um lanche, e claro “capotamos” na cama.

8º dia – 10/07/2005 - Domingo

Afinal um dia um pouco mais tranqüilo! Passamos a manhã na Fazenda Pratinha, onde pudemos aproveitar bem o calor e a água quente, em torno de 24º C, que sai da Gruta da Pratinha e segue em um rio de água transparente e com visibilidade de até 30 ou 40 metros. Eu e minha mãe pudemos aproveitar para descer de tirolesa e cair nas águas quentes do rio. Fomos também visitar a parede de pinturas rupestres que tem próximo dali e ainda ver o raio entrar na Gruta Azul. Demos muita sorte porque a visitação a gruta estava fechada por alguns dias porque um grupo de americanos que estavam gravando um filme. Conversei com alguns atores brasileiros e a geografia do filme é bem estranha, porque um turista americano mergulha em uma cachoeira em Ubatuba – SP e descobre que tem uma passagem por baixo d´água e ele sai na Gruta Azul, no centro geográfico da Bahia, apenas imagino o fôlego que tem esse ator. Ali na pratinha, conversando com um guia de Lençóis, o Pedro, fiz uma troca, ele me indicou uma pessoa com quem poderia conversar na Caverna da Fumacinha que poderia me levar até uma parede de pinturas rupestres, e em troca eu fotografaria tudo para que pudessem divulgar o local. Essa caverna simplesmente uma das mais lindas que já visitei. O teto dela é tomado por estalactites, para onde eu olhava via formações. Quando cheguei ao fim da caverna o teto fica baixo e tem que tomar muito cuidado para não bater o capacete nos canudos de refresco (formações que cresceram no teto como um canudo de refresco, no meio ainda cai água com calcário). Saímos de lá encantados com a beleza da gruta. Voltamos para a cidade e nos preparamos para mais um dia.

9º dia – 11/07/2005 – Segunda
A programação era conhecer a Caverna Torrinha e a Caverna Buraco do Cão, mas depois da caminhada dentro da Torrinha e depois da conversa com o guia, percebemos que minha mãe não agüentaria as duas caminhas num dia só. Então depois que saímos da Torrinha resolvemos continuar nossa viagem até Barreiras, afinal eram só 400 km. A Caverna continua muito bonita e bem cuidada, mas achei um pouco caro o passeio. Saímos da cidade de Iraquara – BA e seguimos para Barreiras – BA. A princípio a estrada estava boa, mas de repente o asfalto acaba e sobram apenas os buracos. Algumas vezes usamos até a estrada das fazendas na lateral da estrada, que estava em bem melhores condições. No fim do dia tínhamos percorrido apenas 200 km. Paramos em Ibotirama – BA para pernoitar, pois continuar nessa estrada em péssimas condições a noite seria loucura. No hotel perguntamos onde poderíamos jantar, então o recepcionista nos indicou um local. Quando lá chegamos era um posto de gasolina, até ai tudo bem, se não fosse pela posição das mesas bem ao lado da bomba de combustível.

10º dia – 12/07/2005 – Terça

A saga pela BR 242 continua. Passamos pela ponte sobre o Rio São Francisco, bem ao lado da cidade de Ibotirama e continuamos enfrentando a péssima condição da estrada até Barreiras, onde paramos para almoçar.
Entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães existe uma cachoeira muito bonita, que é a Cachoeira do Acaba Vidas. Agora o local se tornou Área de Proteção Ambiental, mas pra falar a verdade nem parece. Nos finais de semana as pessoas usam a área como se fosse um clube de campo, eles apenas se esquecem de levar o lixo embora.
Na estradinha que leva até a cachoeira, decidimos pegar a segunda entrada, então paramos o carro e fomos caminhando, no meio do caminho tivemos que atravessar uma pontinha por cima de um riozinho, eu fui a primeira, dei passos e depois um salto, mas onde pensei que era terra firme, era na verdade vegetação por cima d´água, lá fui eu afundar no rio. Depois veio a minha mãe. Ela perdeu o equilíbrio e caiu de cara na água, então decidiu passar sentada sobre a pontinha, que era um tronco, não adiantou muita coisa, porque ela caiu de costas pro outro lado.
Depois de um resgate, visita a cachoeira e também troca de roupas, seguimos nossa viagem até São Domingos – GO.
Chegamos por volta de 17h em São Domingos.E fomos procurar uma pousada. A primeira que paramos não dava, o local era sujo. A segunda era um pouco melhor, mas devido a falta de opção, ficamos nessa mesma, pelo menos não era suja.

11º dia – 13/07/2005 – Quarta


Saímos cedo e seguimos para o povoado de São João, que fica a 40 km de São Domingos. Tentamos encontrar um guia, mas os valores dos guias eram muito caros, então seguimos até a Pousada São Mateus. Lá conhecemos o Sr. Paulo, e foi ele quem nos indicou um guia B.B. (Bom e barato). Fizemos a caminhada da Gruta Angélica, também muito bonita, em alguns pontos a caverna é alagada, mas não precisamos atravessar a nado não, dava perfeitamente pra se manter na parte seca. Saímos da Gruta Angélica e voltamos para a Pousada São Mateus onde almoçamos e “jogamos conversa fora” com o Sr. Paulo e a esposa dele.
Se tivéssemos encontrado a pousada antes seria um ótimo negócio, porque já estaríamos mais próximos de Brasília, mas tudo bem! Voltamos para São Domingos.

12º dia – 14/07/2005 – Quinta

Saímos de São Domingos e seguimos para Brasília. Não demorou muito para avistarmos o Planalto Central. Aportamos na Rodoferroviária as 15h. Meu amigo Fernando Varela foi nos buscar e levar para o hotel. Tínhamos duas opções, um mais simples e um que era um pouco mais sofisticado. Mediante as duas noites anteriores, resolvi ficar no mais sofisticado. Precisava de um banho e uma cama gostosa, bem aconchegante. O Varela nos deixou no hotel e voltou para o trabalho. Marcamos de nos encontrar as 18h para conhecer Brasília. Enquanto isso aproveitamos para cochilar. Quando foi 18h o Varela já nos esperava na porta do hotel. Nossa primeira parada foi no Terraço, que é um shopping onde os jipeiros fazem seus encontros semanais para deixar a moto do Varela. Do Terraço seguimos para o centro de Brasília. Nossa primeira parada foi no Museu J.K., depois fomos para a torre, para a Catedral, Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Bandeira Nacional, a Ponte J.K. mais conhecida como Terceira Ponte e finalmente a casa oficial do Lula. Depois de todo esse tour rápido em Brasília voltamos para o Terraço. Lá encontrei com outros amigos, O Dé Carli, o Paulo Lyra e o Natanael Júnior e aproveitamos para comer uma pizza de alho muito gostosa, voltamos para o hotel, afinal no dia seguinte logo cedo continuaríamos nossa viagem para Goiânia, nossa última parada.

13º dia – 15/07/2005 – Sexta

Logo cedo seguimos nossa viagem. No meio do caminho para Goiânia liguei para meu amigo Raul, e combinamos de almoçarmos juntos. Assim que entrei na cidade liguei para ele novamente para nos encontrarmos no Carrefour na beira da BR. Quando ele chegou, para a minha surpresa o Alfonse também foi nos buscar, e logo se prontificou a nos hospedar em seu apartamento. Paramos numa churrascaria para nosso tão aguardado almoço com meus amigos. Antes de começar a almoçar o Alfonse resolveu que queria ir arrumar seu “AP” para nos receber. Eu, o Raul e meus pais terminamos de almoçar e nada do Alfonse voltar, tomamos um cafezinho e nada dele. Então resolvemos esperá-lo no estacionamento, quando saímos, O Alfonse tinha acabado de estacionar a Band do Raul. Ainda demos uma volta na cidade, fomos conhecer as lojas de artesanato. Não demoramos muito nesse passeio e logo seguimos para a casa do Raul e depois para a casa do Alfonse. Lá pudemos relaxar, acessar os e-mails, ver um pouco de tv. As 20h o Raul foi nos buscar para o encontro semanal da família Caramaschi. Fomos na Cachaçaria Água Doce, que sem sabia que tinha filiais aqui em São Paulo. Foi um encontro familiar muito agradável, mas não resistimos muito tempo acordados.

14º dia – 16/07/2005 – Sábado
Logo cedinho meu celular toca, para a minha surpresa era meu amigo Nelcivone perguntando se ainda estava em Goiânia, porque ele tinha recebido meu e-mail do dia anterior, e queria nos ver. Passamos a manhã tranqüilos na casa do Alfonse, pois meu pai passou muito mal com um tal de provolone a milanesa que comeu no dia anterior.
As duas da tarde o Raul foi nos buscar e fomos até a casa do Nelcivone para almoçarmos com ele. Aproveitamos a tarde toda para colocar a conversa em dia. Quando começou a anoitecer fomos na Feira da Lua ou do sol (já não me lembro em qual das duas era). Voltamos cedo para a casa do Alfonse, afinal no domingo partiríamos rumo a São Paulo.

15º dia – 17/08/2005 – Domingo


As 7h saímos de Goiânia, com destino a São Paulo. Foram 15 horas de viagem. Paramos em Caldas Novas, conhecemos o “Mundo a Vapor”, que é um local onde é mostrado em miniaturas todos os usos de máquinas antigas a vapor. Depois paramos novamente para comprar alguns vasos para a minha mãe, mas como se não bastasse o carro cheio, minha resolveu trazer três vasos e um pedestal, detalhe que os vasos não eram pequenos. Até agora estou tentando entender como a moça que nos vendeu os vasos conseguiu colocar toda a bagagem que já estávamos levando, mais os vasos e nós três dentro de um Vitara.
Chegamos em São Paulo as 22h, exaustos, mas felizes. Bem na verdade queríamos que estivesse começando a viagem naquele dia.

Agradecimentos
Quero agradecer a todos os meus amigos da Jipenet que me apoiaram a seguir com a com a viagem, e juraram que iriam me resgatar se acontecesse alguma coisa. A Paty Cris, Nair, Élida, e a Galera que trabalha comigo no Etapa, que me agüentaram contando os dias que faltavam para as minhas férias e toda a minha surtada ansiedade.
Ao João Gilberto e ao Fábio Marangoni por ter emprestado o equipamento de resgate.
Aos amigos de Brasília, Fernando Varela, Dé Carli, Paulo Lyra e o Natanael.
Aos amigos de Goiânia, Raul e a família, Alfonse, Nelcivone, Diogo e Haroldo.
E também aos amigos que fiz na viagem. Valdomiro, Débora, João Maria, Vinícius e Isabella.

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Comentários (2)
  • erika teixeira

    :wink: :evil: :x


    eu adorei suas
    viagem
    eun achei muito legal imagnei

  • Debora M. Molizane

    Oi Érika!
    Muito obrigada pelos elogios!
    É sempre bom ver que alguém se interessa pelo o que escrevemos.
    Espero que te incentive a viajar mais!
    Bjs

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Última atualização em Sex, 23 de Abril de 2010 22:25