| Uma aventura pelo centro geográfico da Bahia |
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| Aventuras - Expedições |
| Escrito por Debora M. Molizane |
| Qua, 03 de Agosto de 2005 00:00 |
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Fotos: Debora M. Molizane Uma aventura pela Chapada Diamantina na Bahia a bordo de um Vitarinha...
01º dia – 03/07/2005 - Domingo
Levantamos cedo, tomamos um café. No momento que fui buscar as malas resolvi olhar pela janela para ver como era a vista. Foi inacreditável. O sol estava nascendo bem de frente com a janela do nosso quarto. Do nosso lado direito uma montanha recebia os primeiros raios da manhã iluminando a neblina que em algumas partes o encobria, tingindo tudo com uma luz dourada maravilhosa. Era, o que podemos chamar de, a energia do dia. Saímos de Governador Valadares, e pra variar erramos o caminho. Começamos a nos distanciar da BR. Paramos para pedir informações muitas vezes. Na última tentativa, um homem muito bom, disse: “Tófilotone!? Sou de lá! Segue por ali, ó!”. Pronto! Estávamos no caminho certo. Nosso destino para o Dia era chegar em Ibicoara-BA ou Ituaçu-BA.
De Brumado – BA seguimos para Ituaçu e depois fomos para Ibicoara – BA. Claro que paramos para ver a Gruta da Mangabeira, visitar o Neto, um guia da gruta com quem fiz amizade, e claro levar meus pais para experimentar a sensação de caminhar dentro de uma gruta pela primeira vez. Ao entrar no centro de visitantes, vi uma mesa com muitas fotos da caverna, e não é que ele colocou algumas fotos que tirei expostas em cima da mesa? Putz! Que alegria poder ajudar e ver que a ajuda foi bem vinda. Antes de iniciar o passeio, combinamos um morador local que ele iria nos buscar na saída, que do outro lado do morro. Começamos nosso passeio. Conhecemos a igreja que tem na entrada da gruta. Percebi algumas modificações no visual da igreja, e nas arquibancadas para a grande quantidade de romeiros que vão visitá-la. Atravessamos os primeiros 850 metros numa boa. Mas de repente minha mãe começa a passar mal, a glicemia dela baixou demais, então eu o guia voltamos para a entrada pegamos um doce e levamos para ela. O resto da caminhada, que era de 2,6 km foi super tranqüilo. Saímos do outro lado com a sensação de estarmos com a alma lavada. Lá mesmo por perto do centro de visitantes almoçamos para depois seguir viagem.
O destino do dia era a Cachoeira do Buracão. Marcamos com o guia no centro de visitantes as 9h. Passamos pela praça e logo seguimos viagem. Agora com o carro vazio, até cabia o guia. São 40 km de estrada de chão até o estacionamento. Depois do estacionamento são mais 2 km até chegar na cachoeira. O sol estava quente e nos castigava muito, e com isso minha mãe passou mal novamente, só que dessa vez a pressão dela caiu. Ela ficou grogue e resolvemos deixá-la descasando em uma sombra perto rio, e eu e o guia seguimos para a cachoeira. Consegui deitar minha barriga na pedra e ver o poço onde a cachoeira cai. Mais algumas centenas de metros a frente, descendo a encosta, chegamos em um local onde poderia nadar contra a correnteza até chegar no poço da cachoeira. É uma sensação maravilhosa, você chegar um pouco mais perto da queda, e melhor ainda voltar com o corpo solto levado pela correnteza. Voltamos para a cidade com a luz do por do sol.
Saímos de Ibicoara – BA cedo, o destino do dia era Mucugê – BA, Igatu – BA e pernoitarmos em Andaraí – BA.
De Lençóis – BA fomos para o Poço do Diabo. Mas como a água estava muito fria, nem deu aproveitar muito. Logo fomos para o orquidário de tem no pé do Morro do Pai Inácio. Nossa que lugar mais bem cuidado, com muitas variedades de flores, não só orquídeas, como também bromélias, plantas carnívoras, arvores frutíferas e tantas outras espécies de plantas. Nossa visita ao orquidário terminou por volta das 14h. E já estávamos embaixo do Morro do Pai Inácio, Até o horário do pôr do sol ainda teríamos duas horas e meia de espera. Então decidimos continuar seguindo para Iraquara – BA e visitar a Gruta da Lapa Doce. As melhorias me surpreenderam. Agora pra chegar até a Gruta da Lapa Doce, você desce por uma escada, o que facilita muito as coisas. A caminha dentro da gruta é tranqüila, o momento que fazemos uma pausa para meditação foi uma sensação muito boa para os meus pais, que até ali não tinham visto uma escuridão de verdade, e nem um silêncio tão grande que dá até pra ouvir o próprio batimento cardíaco. Sair da gruta já não foi tão fácil como entrar. As escadas da saída parecem invencíveis. Depois de muitas paradas para descansar alcançamos o estacionamento. A partir dali seguimos mais alguns quilômetros até a cidade de Iraquara – BA, paramos numa pousadinha legal, fizemos um lanche, e claro “capotamos” na cama.
Afinal um dia um pouco mais tranqüilo! Passamos a manhã na Fazenda Pratinha, onde pudemos aproveitar bem o calor e a água quente, em torno de 24º C, que sai da Gruta da Pratinha e segue em um rio de água transparente e com visibilidade de até 30 ou 40 metros. Eu e minha mãe pudemos aproveitar para descer de tirolesa e cair nas águas quentes do rio. Fomos também visitar a parede de pinturas rupestres que tem próximo dali e ainda ver o raio entrar na Gruta Azul. Demos muita sorte porque a visitação a gruta estava fechada por alguns dias porque um grupo de americanos que estavam gravando um filme. Conversei com alguns atores brasileiros e a geografia do filme é bem estranha, porque um turista americano mergulha em uma cachoeira em Ubatuba – SP e descobre que tem uma passagem por baixo d´água e ele sai na Gruta Azul, no centro geográfico da Bahia, apenas imagino o fôlego que tem esse ator. Ali na pratinha, conversando com um guia de Lençóis, o Pedro, fiz uma troca, ele me indicou uma pessoa com quem poderia conversar na Caverna da Fumacinha que poderia me levar até uma parede de pinturas rupestres, e em troca eu fotografaria tudo para que pudessem divulgar o local. Essa caverna simplesmente uma das mais lindas que já visitei. O teto dela é tomado por estalactites, para onde eu olhava via formações. Quando cheguei ao fim da caverna o teto fica baixo e tem que tomar muito cuidado para não bater o capacete nos canudos de refresco (formações que cresceram no teto como um canudo de refresco, no meio ainda cai água com calcário). Saímos de lá encantados com a beleza da gruta. Voltamos para a cidade e nos preparamos para mais um dia.
A saga pela BR 242 continua. Passamos pela ponte sobre o Rio São Francisco, bem ao lado da cidade de Ibotirama e continuamos enfrentando a péssima condição da estrada até Barreiras, onde paramos para almoçar.
Saímos de São Domingos e seguimos para Brasília. Não demorou muito para avistarmos o Planalto Central. Aportamos na Rodoferroviária as 15h. Meu amigo Fernando Varela foi nos buscar e levar para o hotel. Tínhamos duas opções, um mais simples e um que era um pouco mais sofisticado. Mediante as duas noites anteriores, resolvi ficar no mais sofisticado. Precisava de um banho e uma cama gostosa, bem aconchegante. O Varela nos deixou no hotel e voltou para o trabalho. Marcamos de nos encontrar as 18h para conhecer Brasília. Enquanto isso aproveitamos para cochilar. Quando foi 18h o Varela já nos esperava na porta do hotel. Nossa primeira parada foi no Terraço, que é um shopping onde os jipeiros fazem seus encontros semanais para deixar a moto do Varela. Do Terraço seguimos para o centro de Brasília. Nossa primeira parada foi no Museu J.K., depois fomos para a torre, para a Catedral, Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Bandeira Nacional, a Ponte J.K. mais conhecida como Terceira Ponte e finalmente a casa oficial do Lula. Depois de todo esse tour rápido em Brasília voltamos para o Terraço. Lá encontrei com outros amigos, O Dé Carli, o Paulo Lyra e o Natanael Júnior e aproveitamos para comer uma pizza de alho muito gostosa, voltamos para o hotel, afinal no dia seguinte logo cedo continuaríamos nossa viagem para Goiânia, nossa última parada.
Logo cedo seguimos nossa viagem. No meio do caminho para Goiânia liguei para meu amigo Raul, e combinamos de almoçarmos juntos. Assim que entrei na cidade liguei para ele novamente para nos encontrarmos no Carrefour na beira da BR. Quando ele chegou, para a minha surpresa o Alfonse também foi nos buscar, e logo se prontificou a nos hospedar em seu apartamento. Paramos numa churrascaria para nosso tão aguardado almoço com meus amigos. Antes de começar a almoçar o Alfonse resolveu que queria ir arrumar seu “AP” para nos receber. Eu, o Raul e meus pais terminamos de almoçar e nada do Alfonse voltar, tomamos um cafezinho e nada dele. Então resolvemos esperá-lo no estacionamento, quando saímos, O Alfonse tinha acabado de estacionar a Band do Raul. Ainda demos uma volta na cidade, fomos conhecer as lojas de artesanato. Não demoramos muito nesse passeio e logo seguimos para a casa do Raul e depois para a casa do Alfonse. Lá pudemos relaxar, acessar os e-mails, ver um pouco de tv. As 20h o Raul foi nos buscar para o encontro semanal da família Caramaschi. Fomos na Cachaçaria Água Doce, que sem sabia que tinha filiais aqui em São Paulo. Foi um encontro familiar muito agradável, mas não resistimos muito tempo acordados.
As 7h saímos de Goiânia, com destino a São Paulo. Foram 15 horas de viagem. Paramos em Caldas Novas, conhecemos o “Mundo a Vapor”, que é um local onde é mostrado em miniaturas todos os usos de máquinas antigas a vapor. Depois paramos novamente para comprar alguns vasos para a minha mãe, mas como se não bastasse o carro cheio, minha resolveu trazer três vasos e um pedestal, detalhe que os vasos não eram pequenos. Até agora estou tentando entender como a moça que nos vendeu os vasos conseguiu colocar toda a bagagem que já estávamos levando, mais os vasos e nós três dentro de um Vitara. Tags:
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| Última atualização em Sex, 23 de Abril de 2010 22:25 |





eu adorei suas
viagem
eun achei muito legal imagnei