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Fotos: Debora Manzano
Aí vai um breve relato do último encontro nacional da Jipenet na Serra da Canastra, de 15 a 17 de novembro/2002. Versão Goiana.

Quarta-feira - 13/11
Na quarta-feira à tarde deixamos Goiânia. Formávamos um pequeno comboio de apenas 2 Toyotas, ( Wellington e família num veículo, Raul Caramaschi e eu, noutro ).
A partida, que estava marcada para "logo depois do almoço", se deu as 4:30! Para passar o tempo, nos dedicamos a devorar alguns sorvetes enquanto esperávamos pelo Wellington...
Logo em Piracanjuba, a pouco mais de 80 km de Goiânia, a fome apertou de novo e passamos mais meia hora sentados numa onde serviram-nos quibes e mais quibes.
Saímos pela GO-020 e depois GO-147, uma estrada nova e com pouco movimento onde colocamos os Toyotas para "esgoelar"!

Depois de criar coragem para pegar estrada de novo, depois do belo repasto e já pensando na próxima parada, seguimos viagem rumo ao interior de Minas e no início da noite atravessamos o Paranaíba. Pelo GPS, faltavam só 350 km até o destino...
Paramos para jantar ( até que enfim! ) em Uberlândia, onde pechinchamos um bocado, é lógico, senão não tem graça! Comemos, comemos e comemos mais, numa amostra do que seriam aqueles dias nas Geraes... Depois vieram os doces! Pudim, queijadinha, goiabada com queijo...
Atravessamos a cidade de Uberlândia com destino a Araxá, onde pernoitamos. Foi nossa penúltima noite de sono sem a sinfonia de roncos do Raul!
Quinta-feira - 14/11
Na quinta-feira logo cedo telefonamos para o Fernando Ortega que só pensava na "Dona Paula" ( calma, Luciana, não é nada do que pode parecer! ) e no jantar de sexta-feira... Acho que o Fernando ajudou a organizar este passeio pensando mesmo em jantar lá no Hotel Faria, no restaurante da Dona Paula, isso sim!
E se assim foi, não sem razão, pois a comida lá é boa toda vida!
Ao telefonar para o Fernando, a primeira coisa que ouvi foi:
" - Você já reservou o restaurante? Reserva prá mim também!"
Bom, voltando à prosa... Na quinta logo cedo levantamo-nos, tomamos o café da manhã ( fraquinho ) e de lá fomos ao Mercado Municipal comer um pãozinho de queijo, uai! Afinal, já estávamos em Minas!

Viajamos até a cidadezinha de Tapira, onde reabastecemos os Toyotas e colhemos informações de como chegar a São João Batista, uma vila numa das entradas ao norte do Parque Nacional.
Aquelas estradas são muito bonitas e as paisagens que se tem em Minas são de encher os olhos!
Ao chegarmos em São João, visitamos uma cachoeira e almoçamos numa casa de moradores da região, como já nos acostumamos a fazer! Na mesa aquela comidinha mineira que só tem lá mesmo! Lombinho, arroz, feijão, farinha, torresmo, mandioca, salada e dois dedos de prosa! E a hospitalidade daquela gente, então? Não há como definir tamanha bondade e generosidade!
Em São João encontramos uma Rural e uma D-20 4x4 com uns caboclos que também se dirigiam para São Roque.
Deixamos a cidade por volta das 2 da tarde e seguimos viagem rumo a São Roque, atravessando o Parque Nacional da Serra da Canastra!

Logo depois de entrarmos no Parque, vejo um tatu na estrada e paro o carro para fotografá-lo... Qual não foi minha surpresa quando o Raul, mais do que depressa, aparece-me com o bicho nas mãos! E ainda diz:
" - Eu nunca deixei de pegar um tatu!" Para emendar, contando uma história acontecida há muitos anos...
" - Só um, uma vez... Segurei-o pelo rabo mas ele não tomou conhecimento... Era um tatu canastra que deveria pesar mais de 70 kg..."

Imaginem os senhores... o Raul segurando um tatu pelo rabo e sendo arrastado por ele... Sem comentários!
Mas não pegamos o tatu à toa, pois dizem os regulamentos do Parque que não se pode perseguir animais... Ora, nós só o pegamos para catar-lhe uns carrapatos! Ninguém perseguiu animal algum! Eu não vi nada!
Seguimos então até a Casca D'Anta para um mergulho e admirar toda a beleza daquelas serras. Naquele dia, a cachoeira estava completamente vazia. Passamos depois pela nascente do Velho Chico e de lá seguimos para São Roque.
Depois de um dia inteiro viajando, estávamos finalmente naquele pedacinho do paraíso, encravado nas montanhas das Minas Geraes...
Ao chegar, a primeira coisa que fizemos foi aceitar de pronto o lanche que nos esperava na Pousada VL, da Dona Carmelita. O pão de queijo que se come ali... Ô trem bom! Eu, muito educado e comedido(!), comi só um pouquinho... E o bolo, então?

Depois de lavarmos nossas carcaças, lembramos que já era hora do jantar, hora de comer de novo!
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