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A desproporção entre a montanha e o tamanho de um homem é o que motiva muitas pessoas a praticarem escalada.
Vencer a montanha é um grande desafio, as únicas armas que dispomos são pés e mãos. Mas ela não é tão dócil assim, um pequeno deslize pode ser fatal para quem escala.
Para minimizar esses riscos é que surgiram equipamentos de segurança, que ajudam e facilitam na longa batalha a ser travada.
História
A primeira que se tem notícia, aconteceu em meados do século 19 e foi no Monte Aiguille na França.
Foi apenas em 1857, com a fundação do Clube Alpino de Londres que a atividade passou a se tornar um esporte.
Entre 1868 e 1907 vários picos já tinham sido conquistados, como por exemplo Aconcágua, Kilimanjaro, Trisul. Aqui no Brasil as montanhas tinham sido exploradas pelos bandeirantes, mas no século 17, uma inglês escalou o Pão de Açúcar. A Pedra da Gávea e o Pico das Agulhas Negras, até então tinham sido os únicos a serem vencidos.
Em 1912 um grande desafio foi vencido, o Pico do Dedo de Deus na Serra dos Órgãos. Após várias tentativas de estrangeiros, um grupo de Teresópolis venceu a montanha. A escalada foi minuciosamente planejada, alguns equipamentos de segurança foram produzidos pelos próprios escaladores.
A partir daí em 1919, criou-se o Clube Excursionista Brasileiro.
Depois de 1920, as técnicas se desenvolveram rapidamente, e logo as pessoas queriam mais, e começaram a escalar também os grandes paredões do Vale de Yosemite nos Estados Unidos.
Equipamentos
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apatilha – Equipamento básico para o esporte, juntamente com o magnésio. O segredo de sua aderência rocha é a borracha do solado. Elas são mais macias e consequentemente mais aderentes e com pequenas garras, mas também duram bem menos.
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Corda – Feita de náilon ou perlon, liga o escalador à rocha. Passa por cada costura colocada nos grampos da via e é amarrada a cadeirinha de cada escalador. Para absorver impactos nas quedas usam-se cordas dinâmicas.
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Freio – Por meio de atrito, o freio controla a velocidade do montanhista quando este precisa deslizar pela corda. É equipamento das chamadas técnicas artificiais de escalada, muito usado no rapel. O tipo mais comum é o freio 8.
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Cadeirinha – Une o escalador à corda e o sustenta numa posição confortável e segura. Em caso de queda amortece o impacto. deve estar ajustada, mas sem impedir a liberdade de movimentos.
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Mosquetão – Elo de metal com uma lingüeta que abre e fecha. Pode ser travada para impedir, que por acidente, abra. É de aço ou de duraalumínio, e suporta grande quantidade de carga. Usado principalmente junto com a fita, para formar a costura.
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Fitas – São tiras de tecido sintético e muito resistente, em forma de anel. Substituem a corda em ancoragens ou ficam presas à cadeirinha, sendo chamadas de solteiras. Se dois mosquetões forem colocados em suas extremidades, são chamados de costuras, que também ligam a corda aos grampos fixos na via.
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Equipamentos móveis – São peças metálicas enganchadas temporariamente em fissuras e fendas nas rochas. O escalador, então prende nelas mosquetões e costuras criando pontos de apoio ou ancorangem. Um mesmo equipamento móvel pode ser usado em diversos locais na via, o que não acontece com os grampos.
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Mochila – Leva cordas, fitas, costuras e mosquetões extras, além de comida, água e um agasalho. O frio no topo da montanha geralmente é intenso, mesmo no verão. Se a escalada durar vários dias, uma mochila bem maior leva barraca, saco de dormir, isolante térmico, remédios, etc.
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Capacete – É fundamental para proteger a cabeça das pedras que se desprendem das montanhas. Entretanto, é pouco usado entre escaladores brasileiros.
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Carbonato de Magnésio – É um pó branco que absorve o suor das mãos, permitindo maior aderência à rocha. É levado em bolsinhas presas a cintura do escalador.
Movimentos calculados
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Diedro – É o encontro de duas paredes formando um ângulo. A técnicada oposição é utilizada. Em geral, as pernas ficam bem abertas, pressionando a rocha de ambos os lados. Os braços podem fazer o mesmo ou se apoiar em garras e fendas, muito comuns em diedros.
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Chaminé – Fenda enorme onde cabe o corpo inteiro do escalador. Para subi-la usa-se também a técnica da oposição: as costas ficam apoiadas na rocha enquanto braços e pernas empurram a parede da frente e a de trás. Assim, o corpo se desloca para cima.
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Aderência – Quando não existem saliências, nem rugosidades em que se agarrar, utiliza-se a técnica da aderência, que aproveita ao máximo o atrito de pés e mãos na superfície. Geralmente as mãos ficam abertas e os pés chapados na rocha.
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Prateleira – Um "degrau" grande e sem apoios no meio da via é chamado de prateleira. Vencê-lo é como pular um muro: a única forma é apoiar os braços na parte de cima e impulsionar o corpo. É bastante cansativo para os braços.
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Negativo ou teto – Situação que exige muita força. Uma das técnicas consiste em enganchar o pe num ponto de apoio mais alto que a cintura e se deslocar. Para poupar os braços mantenha-os estendidos.
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Fendas – Essas fissuras na rocha podem ser usadas como apoio por meio da técnica do entalamento. Basta enganchar um dedo, a mão, o punho, um pé ou uma perna na fenda, enquanto os outros membros buscam outros apoios.
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Agarras – São saliências na rocha onde se pode apoiar os pés ou as mãos. O corpo deve estar um pouco afastado da superfície, o peso fica nas pernas e o equilíbrio nas mãos. O ideal é estar sempre com três apoios. Cada tipo de agarra exige um jeito específico de ser segurada e pisada.
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Travessia – deslocamento lateral na rocha. Pode ser feita com um pé ao lado do outro ou cruzando as pernas. Exige muito equilíbrio do praticante.
Fonte: Revista Caminhos da Terra
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